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A IMPORTÂNCIA DOS CONFLITOS

É muito comum ouvirmos os outros (ou até nós mesmos)fazendo reclamações da vida: nos queixamos do trabalho que não está bom; do chefe que persegue e é grosso; do(a) companheiro(a) que não compreende e é distante; dos filhos desobedientes e rebeldes e de tantos outros relacionamentos e situações que nos angustiam e tiram a nossa paz. Porém, percebo que, infelizmente ou felizmente (depende do ponto de vista),esses problemas fazem parte do processo de maturação da vida. Não tem outro jeito, um dia ou outro passamos ou vamos atravessar tais turbulências.
Nesse sentido, hoje, quero refletir sobre a importância destes fatos tumultuosos em nossa existência. Para tanto, trago como base uma das frases de Carl Gustav Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço, fundador da linha teórica da Psicologia Analítica que foi um grande estudioso da psique e dos processos inconscientes dos quais estamos submetidos. Segundo ele,“O conflito é a essência da vida, é o pré-requisito necessário a todo crescimento espiritual. Apenas enfrentando cada conflito individual e sofrendo-o até sua resolução ou transcendência, chegamos ao mais profundo do nosso eu.”
Assim, percebemos que não é possível fugir do sofrimento, das provações, das frustrações e angústias. Contudo, se não é possível fugir, nos é dada a oportunidade de escolher como vamos enfrentar estas situações, com que determinação e humor passaremos por isto.
Muitas vezes nos tornamos mais fortes e confiantes após passarmos por um grande conflito ou dor, não é mesmo? Nesses momentos, aprendemos,no mínimo, que existem possibilidades, que somos capazes, temos forças que nem imaginávamoseque a vida coloca em nossos caminhos, ferramentas e/ou pessoas para ajudar ou aliviar o fardo carregado.
Ao enfrentarmos nossos conflitos, nós nos movemos, saímos do lugar e de nossas zonas de conforto e aprendemos a encarar e, às vezes, superar nossos medos. Assim,nós crescemos, amadurecemos nossas atitudes, pensamentos e palavras.Esta iniciativa nos proporciona grande bem estar e segurança. Além disso, usufruiremos de maior autoconhecimento, pois tornamos conscientes os nossos posicionamentos, nossas reações e as concepções que estão por trás e que nos motivam.
Por outro lado, quando nos recusamos a enfrentar, permanecemos na escuridão das nossas misérias, na solidão das nossas convicções, na tristeza das nossas dúvidas. Torna-se difícil caminhar neste contexto, pois facilmente paralisamos.
Talvez, das próximas vezes em que você passar por dificuldades, seja a própria vida te convidando a amadurecer, a abandonar velhas posturas ou ideias e se lançar para o novo, o desconhecido. A princípio, é assustador, mas tudo tende a se acalmar a partir do momento em que aceitamos a realidade e passamos a administrá-la. Certamente, muito aprendizado e crescimento poderá acontecer.
Finalizo, fazendo um convite especial: gostaria que os interessados enviassem sugestões de temas/assuntos a serem abordados neste espaço. Aguardo suas ideias. Muito obrigada.


ANA PAULAAna Paula Serigatti de Oliveira, é casada, mãe de duas filhas. Formada em Psicologia pela PUC-SP e Pedagogia pelo ISESP Singularidades-SP, atua como psicóloga e é serva do grupo de oração ‘Adoradores do Senhor’, em Caieiras.

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