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PEQUENOS DETALHES, GRANDES DIFERENÇAS

Estava no cabelereiro um dia destes quando uma cena me chamou a atenção. Ao me levantar do lavatório, logo a minha frente vejo uma mulher sentada, fazendo luzes em seu cabelo e ao seu lado, no chão, um bebê, de aproximadamente um mês, dormindo no bebê conforto. Fiquei por alguns instantes olhando a cena, tentando entender o que exatamente me incomodava e como poderia amenizar esta sensação. A princípio, imaginei que o incômodo estava relacionado a atitude desta mãe, que assim como muitas outras que conheço (e todos nós conhecemos também) levam seus filhos recém nascidos para lugares diferentes do ambiente familiar, como shopping, festas, supermercados e tantos outros espaços coletivos. Porém, percebi que não era isso, pois se assim o fosse estaria sendo injusta, fazendo um julgamento e até mesmo condenando tais mães. Acredito que nem eu, nem ninguém deve atuar como juízes, separando os “bons” dos “maus”, incriminando ou absolvendo as pessoas, esse não pode ser o objetivo. Cada um tem seus motivos, para justificar suas ações e comportamentos, não é mesmo? De fato,consegui entender que o que mais me marcou neste momento foi um detalhe: o bebê conforto estar no chão.
Após a leitura de um texto, comecei a refletir como os detalhes são importantes no dia a dia, em nossos diversos relacionamentos e convívios sociais. Os detalhes revelam muito de nós, do que pensamos, do que queremos e valorizamos. Por exemplo, você consegue imaginar um detalhe que faria a diferença na cena acima que descrevi no salão de cabelereiro?
Existem várias ideias que poderiam mudar a cena. Acredito que você imaginou alguma delas. Eu compartilho com você apenas um detalhe que pensei: se o bebê conforto estivesse em cima de uma mesa ou cadeira, ao lado da mãe, faria toda a diferença. Por que elevar o bebê conforto, mais ou menos a altura do olhar da mãe, revelaria alguma coisa? Acredito que poderia significar uma atitude de maior zelo e cuidado da mãe para com o bebê.Um detalhe bem simples.
Muitas vezes, em nossos relacionamentos, um pequeno gesto, uma palavra de conforto, uma atitude gentil, um olhar carinhoso, geram resultados incríveis na autoestima de quem os recebe. Também naquele que executa tais atitudes, uma sensação de bem estar, uma alegria profunda, uma auto-realização, invade a sua intimidade, uma vez, que somos convidados, impulsionados a sermos pessoas geradoras do bem para o mundo. Você já sentiu isso? Se sim, tenho certeza do quanto foi gratificante. Continue! Se não, experimente. Comece com ações bem simples: uma flor na mesa do jantar, por exemplo.
Precisamos promover atitudes diferenciadas em nosso ambiente familiar, nos relacionamentos em geral e também conosco mesmo. Sermos mais gentis, observarmos nossas posturas, os detalhes de cada situação. É importante contribuirmos para a construção de bons modelos de comportamento. Assim, possivelmente, estabeleceremos uma boa convivência nos grupos dos quais participamos.
Não foquemos nossa atenção no outro, esperando que o governo, a sociedade, o marido, a mulher, os filhos mudem. Como nos disseo indiano Mahatma Gandhi: “Seja você a mudança que quer ver no mundo.”
Não perca tempo. O momento é agora. Deixo a reflexão: o que eu posso mudar para fazer a diferença na minha vida e na dos outros?

ANA PAULAAna Paula Serigatti de Oliveira, é casada, mãe de duas filhas. Formada em Psicologia pela PUC-SP e Pedagogia pelo ISESP Singularidades-SP, atua como psicóloga e é serva do grupo de oração ‘Adoradores do Senhor’, em Caieiras.
E-mail:psicologia@rccbragancapaulista.com.br