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AUTOESTIMA PARTE II

No texto anterior, percebemos o quanto é fundamental para a construção da autoestima que o relacionamento familiar favoreça um ambiente positivo, permeado de elogios verdadeiros, de incentivos concretos frente as capacidades e potencialidades uns dos outros, e que a presença e participação dos pais ou cuidadores tenham qualidade, estabelecendo bons vínculos afetivos. Nossos primeiros relacionamentos nos ensinam e nos constituem significativamente, em diversos aspectos da nossa vida.
Nesse sentido, a autoestima vai direcionar nossos pensamentos, emoções e comportamentos, passando pela infância, adolescência até a fase adulta.
Na adolescência, momento de muitos conflitos, questionamentos e crises de identidade, as atitudes e percepções do adolescente sobre o próprio corpo, por exemplo, refletem sua autoestima. Algumas queixas, especialmente das partes que não agradam, podem se intensificar e trazer problemas em seus relacionamentos sociais. Achar-se `feio(a)`, `esquisito(a)`, `gordo(a)`, `narigudo(a)`, `barrigudo(a)`, etc , são ideias comuns entre muitos jovens que passam a se sentir inseguros e com baixa autoconfiança para enfrentar os desafios. Essa insegurança pode se intensificar, contaminar outras situações e inclusive se manter na fase adulta, caracterizando uma forma de atuação no trabalho, em casa, estudos e relacionamentos no geral.
As pessoas com autoestima baixa tendem a ter um alto nível de exigência e cobrança, se desgastam muito emocionalmente ao lidar com dificuldades. Buscam agradar os outros, nunca (ou quase nunca) dizem ‘não’ e assumem a `culpa` pelos acontecimentos, ou seja, não importa o que e como aconteça, se sentem culpadas. Geralmente, se veem pelos olhos dos outros o que gera uma grande frustração frente as desaprovações destes.
Por outro lado, pessoas com autoestima boa, acreditam em si mesmas, são o que querem ser, assumem suas responsabilidades sem a necessidade excessiva de justificar aos outros as suas escolhas. São profissionais mais ágeis, falam assertivamente o que querem e lutam pelos seus objetivos com confiança.
Não posso deixar de enfatizar que o excesso de autoconfiança pode ser prejudicial e levar as pessoas a cometerem enganos e/ou a apresentarem certa prepotência e arrogância.
Acreditando na capacidade do homem e da mulher de refletirem e mudarem tudo aquilo que os insatisfazem ou entristecem, deixo algumas dicas sobre como cuidar da autoestima, retirada do site: http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/80/artigo266443-4.asp.
Vejamos suas sugestões:
– Aprenda a se ouvir mais e a ouvir menos o que as pessoas dizem de você.
– Dedique um tempo para você todos os dias, de 10 a 15 minutos, apenas para curtir a sua companhia.
– Conheça-se; comece a questionar o que você sente diante das mais diversas situações.
– Invista no que você gosta e no que precisa. Posicione-se diante da vida antes que ela se posicione diante de você. Faça suas escolhas, trace metas, planos e comece a trabalhar neles.
– Organize seu tempo para conseguir equilibrar trabalho, lazer, amigos, vida afetiva, família, vida espiritual e relacionamento intrapessoal.
– Valorize-se: aprenda a se elogiar, a valorizar suas conquistas, a fazer escolhas, a ser seu melhor amigo.
Aproveite! Até a próxima!

ANA PAULAAna Paula Serigatti de Oliveira, é casada, mãe de duas filhas. Formada em Psicologia pela PUC-SP e Pedagogia pelo ISESP Singularidades-SP, atua como psicóloga e é serva do grupo de oração ‘Adoradores do Senhor’, em Caieiras.
E-mail: psicologia@rccbragancapaulista.com.br